16 de setembro de 2009

SINDSPREV APONTA CARÊNCIA DE MAIS DE 19 MIL NO INSS

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais da Saúde e Previdência Social (Sindsprev) alertam: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem, em âmbito nacional, cerca de 38.494 funcionários, sendo 4.375 no Rio de Janeiro. No entanto, segundo a Assessoria de Imprensa do sindicato, o quantitativo de servidores deveria ser 50% maior.

A diretora do Sindsprev, Neli Braga, acrescenta que, atualmente, cerca de 15% dos trabalhadores do órgão já estão aptos a se aposentar. Essas estatísticas reforçam a necessidade de realização de concurso público para o INSS, pedido que tramita no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A pressão pela aprovação conta com o apoio dos deputados federais Chico Alencar (Psol) e Otávio Leite (PSDB), que enviaram requerimentos de informação aos ministérios da Previdência e do Planejamento, respectivamente.
Os deputados querem saber o porquê da demora na aprovação do pedido para a realização do concurso, além da situação atual do órgão e cobrar a convocação de aprovados no último concurso, realizado em 2007, para os cargos de técnico e analista. Outra boa notícia para quem espera o concurso para o INSS é que o governo, atendendo solicitação do Ministério da Previdência Social, encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei propondo a criação de 500 cargos efetivos de perito-médico. A proposta tem como finalidade adequar a estrutura do INSS para a implantação das 720 novas Agências da Previdência Social (APS) em todo o país, até o final de 2010.

Segundo a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), os salários dos técnico (2º grau) são de R$3.163,29, e dos analista (superior), R$4.363,65. Já a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social informou que o salário inicial de perito é de cerca de R$7 mil. A jornada semanal é de 40 horas. 

FONTE: FOLHA DIRIGIDA, 10/09/2009

5 Comentários:

joaojjjjjr disse...

Essa notícia da Folha Dirigida é para encher linguiça. Este pedido ao MPOG está encalhado desde o final do ano passado. E esses rumores de aproveitamento do nosso concurso parecem-me cada vez mais improváveis. Certamente efetivarão algum pessoal para dar um cala-a-boca, mas, como citado no e.mail do Kaiser, existem os "impedimentos legais" para aproveitamento dos excedentes do concurso de 2008, além do limite de 50%. O que, no meu caso (fiquei na quarta colocação para uma vaga), motiva-me continuar estudando e perseverando para ficar dentro das vagas ofertadas e sair dessas expectativas frustrantes.

Apoio integralmente o trabalho realizado por vocês. Principalmente o seu, Romerio, que mais atua na efetivação dos excedentes. E creio que, a despeito da minha opinião, caso elas ocorram, isto se deverá em boa parte por causa da sua mobilização.

Segunda-feira (21/09) encaminho minha carta registrada ao Ministro. posto o número para acompanhamento em seguida.
Abraços.
João Jr.

Gilson Filipe disse...

Ótimo comentário, João.

O nosso papel é mostrar que, se o edital homologou o dobro de vagas, é porque havendo necessidade essas pessoas poderiam vir a serem chamadas. Dessa forma, nossa expectativa não é cega, vai ao encontro do que o próprio diploma legal previu para cobrir, por exemplo, essa carência de 19 mil servidores - como vemos acima.

Em última instância, caso não possam nomear, que não se fomente a idéia de novo concurso com o nosso em vigor.

Temos plena certeza que há necessidade. Portanto, a nossa pressão faz sentido já que é discricionária a nomeação dos homologados.

anderba disse...

Esta notícia reforça mais uma vez a confirmação da enorme carência de servidores no INSS.
É um desrespeito e descaso!!!
Não pode continuar deste jeito

rtharo disse...

Realmente é um grande desrespeito. Tanto com os servidores efetivos, que estão sobrecarregados, quanto com os homologados, que investiram tempo, dinheiro e em muitos casos se abdicaram da família e entes queridos, gerando uma expectativa que até o momento é frustrante.
E a confiança no concurso público? E a ética?
Como uma autarquia federal, como o INSS, com excessiva carência de servidores, pode ter cadidatos aprovados e homologados e estes não serem nomeados? Quando no mesmo momento já se cogita a possibilidade de abertura de novo concurso?
Caso este certame não seja prorrogado por mais dois anos e estes candidatos não sejam nomeados, será uma atitude coerente, ética, a abertura de novo concurso em seguida?
Espero ainda poder confiar na integridade deste país, de quem o dirige e na efetiva aplicação das normas. Pois cada vez está mais difícil.
Felicidade a todos e que consigamos vencer mais esta etapa.
Fiquem com Deus!

Jacqueline Janaina disse...

É um absurdo falar em outro concurso sendo que reforço a fala do colega que postou acima, passei para Analista do Seguro Social para Assistente Social no ultimo concurso agora ja faz um ano, fomos homologados estou no dobro p/ DF e fiquei sabendo recente que em todo Brasil tem colegas cobrindo 2 agencias e nda de nomear o resto do pessoal, necessidade ha pq não chamam? E o tempo gasto, dinheiro e tudo mais!!!!!!

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